Empreender nos EUA deve ficar mais simples no governo Biden


Jorge Botrel, sócio da JBJ Partners, ajuda brasileiros a abrir negócios nos Estados Unidos | Divulgação


A chegada de Joe Biden à presidência dos Estados Unidos deve trazer mais previsibilidade para imigrantes no país, na comparação com o governo de Donald Trump, e favorecer estrangeiros que desejam empreender por lá. Essa é a avaliação de Jorge Botrel, sócio da JBJ Parterns, consultoria que há cinco anos ajuda brasileiros a abrir negócios em território americano.


— Trump, apesar das medidas "pró-mercado", tem estilo intempestivo, que gera muita instabilidade para quem investe nos EUA. Com Biden, prevejo regras mais claras e menos reviravoltas. E se planejar em um cenário estável é mais fácil — diz Botrel, que mantém escritórios em São Paulo e na Flórida e, até janeiro, vai inaugurar uma filial da JBJ Partners em Lisboa, para auxiliar empreendedores em busca de oportunidades em Portugal e Itália.

O consultor aponta os segmentos imobiliário (real estate), de restaurantes, de tecnologia e de beleza e cosméticos como os mais promissores para negócios brasileiros em solo americano. Mas qualquer atividade requer alto nível de planejamento, e é nesse quesito que quem parte daqui para lá costuma pecar.

— Brasileiro não gosta muito de planejar. Tende a achar que tem uma ideia matadora e que não existem concorrentes. E não é assim. Já vimos marcas com força financeira e estrutural gigantesca que não deram certo nos Estados Unidos — alerta.

Fazer uma boa pesquisa de mercado, com mapeamento da concorrência e levantamento de hábitos de consumo dos americanos, deve ser o primeiro passo. Dependendo do lugar dos EUA em que se pretende investir, vale a pena se aprofundar nos gostos do povo daquela região, já que o país, assim como o Brasil, é grande e diverso.

— Não faz sentido empreender nos Estados Unidos, onde há 300 milhões de pessoas, para focar no público latino. É preciso virar a chave e pensar com a cabeça do americano, para aproveitar todo o potencial — ressalta o sócio da JBJ Partners.

Tentar iniciar um negócio com pouco capital é outro erro comum. De acordo com Botrel, são necessários de 130 mil a 200 mil dólares para abrir uma empresa nos EUA, onde o empreendedor não encontra tanta burocracia como no Brasil:

— Eles confiam muito no empresário. Mas se alguém for pego cometendo fraudes, rapidinho recebe multa ou vai para a cadeia — afirma: — O brasileiro tem como vantagens a força de vontade, a resiliência e a criatividade. Mesclar isso com o melhor do mercado americano leva ao sucesso.


Confira a matéria em seu link original aqui.

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